Durée  8 hours 44 minutes

Coordonnées 2069

Uploaded 15 avril 2019

Recorded avril 2019

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16,84 km

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près de Covas do Monte, Viseu (Portugal)

FOTOS DESTA E DE OUTRAS TRILHAS EM ”CAMINHANTES"

PORTAL DO INFERNO E GARRA DESDE REGOUFE POR COVAS DO MONTE
Neste trilho, saindo de Regoufe, passamos pelo complexo mineiro da Poça da Cadela (Minas de Regoufe) e calcorreando caminhos de pé posto com algum corta-mato seguimos até ao Alto da Prova nas Serras da Freita e Arada. Alcançamos o marco geodésico onde fizemos a primeira foto de grupo e o reforço da manhã, enquanto desfrutávamos das suas magnificas panorâmicas. Baixamos até à cumeeira que separa Regoufe de Covas do Monte, atravessamos a M-567 e daqui, por caminhos de cabras descemos para Covas do Monte. À medida que descíamos o caminho ia ficando mais definido pelas lajes, terminando já muito perto da aldeia, num caminho de terra que nos levou até à entrada de Covas do Monte. Percorremos a pequena aldeia, onde vivem pouco mais de 50 pessoas que têm na pastorícia a sua principal fonte de rendimento. As cerca de 2000 cabras sobem, diariamente, num espetáculo inusitado e surpreendente, as várias encostas, e, para as guardar, os habitantes organizam “parceiradas” em que se revezam, à vez e de forma comunitária, na guarda do gado (progreiro). Paramos no Restaurante “Amigos de Covas do Monte” para refrescar as gargantas e saborear o almoço que levávamos na mochila.

A aldeia de Covas do Monte pertencente à freguesia de Covas do Rio, fica encravada num vale da Serra de São Macário a uma altitude de 450m. À sua volta fica uma imensa montanha de xisto, manchada de verde das giestas e do mato, aqui e ali salpicada por algumas manchas de pinheiro e alguns, poucos, eucaliptos. Olhando no prolongamento do vale são visíveis os campos férteis e verdejantes. Ali perto, o Portal do Inferno espreita… é o nosso próximo objetivo!

Depois do repasto seguimos o trilho em direção ao Portal do Inverno… A saída de Covas fez-se junto ao ribeiro, pelo “Trilho dos Pastores”, caminho de cabras que segue pela margem direita do ribeiro que nesta altura do ano vai com um bom caudal. É uma zona muito arborizada por castanheiros, alguns de grande porte, mas também de lajes, algumas muito escorregadias, onde todo o cuidado é pouco, principalmente em dias húmidos. Sempre a subir vamos progredindo lentamente até alcançar a nossa já conhecida estrada M-567, que seguimos até ao Portal do Inferno.



O Portal do Inferno é um local de passagem estreita no planalto da Arada que se ergue entre dois vales escarpados no xisto e que drenam em sentidos opostos. Virados para noroeste, o vale de Covas do Monte fica à direita e o vale de Drave à esquerda, oferecendo vistas vertiginosas de incomparável beleza que alcançam desníveis superiores a 400 metros. Este é um geossítio do Geopark de Arouca que nos permite descobrir os relevos abruptos causados pela geodinâmica extrema em substrato xistento.

Apreciamos as panorâmicas do local: Covas do Monte bem lá no fundo encaixada no vale da Serra de São Macário, do outro lado a Ribeira de Palhais e a “Garra”, designação popular atribuída ao relevo de um setor na vertente nordeste da Serra da Freita, observado a partir deste miradouro, onde as linhas de água encaixadas parecem esculpir os dedos de uma gigantesca garra, que na Primavera parece ficar artisticamente pintada de cores amarelo e rosa, por ação das flores da carqueja e da urze, respetivamente.

Depois da foto da “praxe” seguimos a estrada de alcatrão ao longo de um quilómetro cortando à esquerda, por estradão, em direção à aldeia de Regoufe. Ao longo da cumeeira e do nosso lado esquerdo as nossas vistas alcançam Drave, aldeia típica em que as casas são feitas de pedra, denominada pedra lousinha, sendo a sua cobertura de xisto. Os arruamentos são irregulares. A aldeia é muito isolada e sem traços de modernidade: não é acessível de carro. Como sempre em dias solarengos, Drave, está cheia de veraneantes que procuram a Ribeira de Palhais para banhos. Continuando pelo estradão começamos, progressivamente, a descer tendo à nossa frente a magnifica panorâmica da Garra. No alto do Mato de Belide intersetamos o PR-14 “Aldeia Mágica”, uma última foto da paisagem que nos surpreende pela sua beleza e imensidão. Seguimos agora o PR, já se avista a aldeia de Regoufe, a meio da ingreme descida, castanheiros vetustos, de troncos secos, despertam o nosso olhar. No fim da descida atravessamos a Ribeira de Regoufe pela pequena ponte de cimento e entramos na povoação que atravessamos em direção ao café, onde terminamos este trilho confraternizando com umas frescas bebidas.







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